Um ano, muitas festas.
Do barbante ao infinito. As franjas atadas aos cantos das vestes, prescritas no final de Shlach Lechá justamente após a crise dos espiões, que "seguiram os próprios olhos". A mitsvá inverte o movimento: "e as vereis, e lembrareis todas as mitsvot de Adonai, e as fareis". As franjinhas nos cantos da roupa são uma tecnologia vestível de atenção. O fio azul-celeste (techélet), diz o Talmud, lembra o mar, que lembra o céu, que lembra o Trono da Glória. Hoje presas ao talit (e ao talit catán de quem o usa), as tsitsiyot são, nas comunidades igualitárias, de todas as pessoas que desejarem envolver-se nelas.
Um adendo sobre tecelagem: as peças tecidas à mão naturalmente têm franjas, formadas pelas sobras de urdume. O acabamento pode escondê-las ou deixá-las à mostra. Quem sabe a mitsvá não tenha surgido pelo próprio cacoete de ficar em estado de introspecção ao mexer nas adoráveis franjinhas nas pontas da roupa.
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