Um ano, muitas festas.
No dia seguinte a Rosh haShaná, jejum menor pela morte de Guedaliá ben Achikam — o governador judeu deixado na terra após a destruição do Primeiro Templo, assassinado por um correligionário. Com ele morreu o último resto de autonomia: o assassinato completou o exílio que a Babilônia começara.
É a única data do calendário dedicada a um assassinato político — e cometido por um judeu contra outro. Sua colocação, em plenos Dez Dias de Teshuvá, soa deliberada: o exame de consciência do ano novo inclui a violência que uma comunidade é capaz de gerar dentro de si. No Israel contemporâneo, após o assassinato de Yitzchak Rabin, a data ganhou ressonância dolorosamente atual.
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