Um ano, muitas festas.
O "ano novo das árvores" — originalmente uma data fiscal da Mishná para o cálculo dos dízimos dos frutos, que a imaginação judaica não parou de replantar: os cabalistas de Safed criaram o séder de Tu biShvát, com frutas e quatro taças de vinho do branco ao tinto (o inverno virando primavera); os pioneiros sionistas fizeram dele o dia de plantar árvores em Israel.
A leitura contemporânea completou o ciclo: Tu biShvát tornou-se o "dia da Terra" judaico, âncora do ambientalismo de inspiração religiosa — bal tashchit (não destruirás) e o midrash que nunca envelhece: "cuida para não destruir o Meu mundo, pois não haverá quem o conserte depois de ti". Uma data menor que cresceu como as árvores que celebra: devagar e para cima.
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