Um ano, muitas festas.
Tumá não é sujeira nem pecado. É o estado de quem tocou as fronteiras da vida: a morte, o parto, os fluxos do corpo, certas doenças. Quem estava em tumá apenas não acessava o santuário, temporariamente — o retorno se dava com tempo e água.
O sistema inteiro, que ocupa o coração de Vayikrá, praticamente caducou com a destruição do Templo, mas deixou a intuição de que os encontros com o limite (nascer, adoecer, morrer) nos alteram, e que a comunidade deve oferecer caminhos rituais de volta.
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