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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
"Amarás ao teu próximo como a ti mesmo — Eu sou Adonai." A frase mora no centro geográfico da Torá, em Kedoshím, e Rabi Akiva a declarou "o grande princípio da Torá". Hilel a traduziu em negativo para um candidato apressado: "o que é odioso a ti, não faças ao teu semelhante — o resto é comentário; vai e estuda".
O contexto importa: o versículo culmina uma sequência que proíbe o ódio guardado no coração, a vingança e o rancor — o amor ao próximo, na Torá, é prática regulada, não sentimento vago. E o mesmo capítulo estende: "amarás [o guer] como a ti mesmo". Como a ti mesmo, notaram os mestres, pressupõe também o cuidado de si. Três amores em um versículo: eis o comentário; o resto é ir e viver.