Um ano, muitas festas.
Aristocrata da Babilônia, filha do exilarca e esposa de Rav Nachman, Yalta atravessa o Talmud com opiniões afiadas e tolerância zero para a condescendência. Na cena célebre, o convidado Ula se recusa a enviar-lhe o copo da bênção, com uma frase machista sobre mulheres; Yalta levanta-se, vai à adega e quebra quatrocentos jarros de vinho — e, à provocação seguinte dele, responde com desprezo à altura. Também aparece discutindo halachá na prática ("tudo o que a Torá proibiu, permitiu algo equivalente") e providenciando resposta a suas próprias questões rituais. O Talmud a registrou sem domesticá-la — e é assim que ela chega até nós.
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