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Parashá

O ciclo do ano

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As 54 parashiot, livro a livro

Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.

Calendário

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Sincronização calendárica
Os meses hebraicos e os civis lado a lado, com as parashiot e as festas
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Ciclo da Parashá – —
as 54 parashiot · em destaque, o mês acima
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יַרְדֵּן
Yardén
Rio Jordão

O rio Jordão: a fronteira líquida entre o deserto e a promessa. Moshé implora atravessá-lo e ouve não; as tribos de Reuvén e Gad escolhem ficar aquém dele (com a condição de lutar junto às demais); e é sob Yehoshúa que as águas se detêm — reprise do mar — e o povo passa a seco, erguendo doze pedras de memória: "quando vossos filhos perguntarem...".

Descendo do Chermon ao ponto mais baixo da Terra, o Mar Morto, o Yardén é geograficamente modesto e simbolicamente imenso: a linha que separa caminhar da chegada, promessa de responsabilidade. Ali Eliyáhu subirá aos céus e Naamán será curado; culturas inteiras fizeram dele metáfora de travessia. Na Torá, porém, seu papel é sóbrio: rios não se atravessam por milagre à toa — atravessa-se quando a geração está pronta. E a pergunta fica correndo, como a água: de que margem estamos, e o que falta para passar?

Ver na Torá

Aparece em
42. Matót43. Massei44. Devarím52. Vayélech
Conexões
Raiz hebraica
י־ר־ד
Lugares
Yehoshúaconduziu a travessia das águas detidas
AtravessarO rio que a Torá não atravessa
Yam haAraváOnde o Yardén deságua
Roteiros de estudo
Do Éden a Jerusalém: a geografia da ToráA partidaEstrangeiros: um povo migranteTerraO preço da liberdade