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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
É mencionada centenas de vezes no Tanach, lembrada em cada Amidá, em cada Birkat haMazon, no fim de cada séder ("no ano que vem em Yerushaláim") e sob cada chupá, no copo quebrado. A tradição ouviu em seu nome ir shalém ou ir shalom, "cidade da completude/da paz" — e leu no plural do sufixo (-áim) as duas Jerusalém, a terrestre e a celeste, que ainda não coincidem. Santa para judeus, cristãos e muçulmanos, amada por muitos povos, Yerushaláim carrega no próprio nome sua tarefa inacabada: tornar-se, enfim, o que se chama.
A Torá, porém, nunca a nomeia. Jerusalém entra por alusão: em Lech Lechá, Malki-Tsédek é rei de Shalém; em Vayerá, a Akedá se dá no monte Moriá, futuro monte do Templo; e em Reé, Shofetím e Ki Tavó, ela é "o lugar que Adonai escolher" para fazer habitar o Seu nome. O nome Yerushaláim só aparece adiante, no livro de Yehoshúa.