Um ano, muitas festas.
O evento fundador: a saída da "casa da servidão", núcleo da identidade judaica e referência de dezenas de mitsvot — "pois estrangeiros fostes na terra do Egito". Não começamos como império, mas como gente escravizada e libertada: essa memória de origem é uma escolha ética permanente.
A Hagadá ordena: "em cada geração, cada pessoa deve ver-se como se ela própria tivesse saído do Egito" — Mitsráim, afinal, ecoa metsarím, "estreitos": todo mundo tem faraós e apertos dos quais sair. Lembrada diariamente no Shemá e no kidush ("memória da saída do Egito"), a Yetsiát Mitsráim fez do judaísmo uma religião com a liberdade no centro — e inspirou lutas de libertação mundo afora, dos spirituals ao movimento pelos direitos civis.
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