Um ano, muitas festas.
O dia de memória das seis milhões de vítimas do genocídio nazista — e, como o nome completo insiste, do heroísmo: a data escolhida (27 de Nissan) aproxima-se do levante do Gueto de Varsóvia. Em Israel, a sirene para o país por dois minutos; nas comunidades do mundo, acendem-se seis velas, leem-se nomes, ouvem-se as vozes de sobreviventes — e, cada vez mais, de seus filhos e netos, guardiões da memória.
A guevurá lembrada não é só a armada: foi heroísmo manter dignidade, esconder crianças, ensinar Torá, escrever diários, partilhar pão. A tradição judaica transformou memória em mandamento — zachor — e a leitura liberal extrai suas consequências universais: "nunca mais" vale para todo genocídio, e a lembrança obriga a vigilância contra a desumanização de qualquer povo, começando pela linguagem.
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