Um ano, muitas festas.
A véspera de Yom haAtsmaút é dedicada aos soldados caídos de Israel e às vítimas do terror. A justaposição é deliberada e dolorosa: o país passa do luto à festa em uma noite, para que ninguém celebre a independência esquecendo seu preço. As sirenes param o país; os cemitérios militares se enchem; canções tristes ocupam as rádios.
A passagem abrupta do Yom haZicarón para o Yom haAtsmaút tornou-se, ela própria, um ritual — e uma teologia: a alegria judaica nunca é amnésica (o copo quebrado sob a chupá diz o mesmo). Nas comunidades da diáspora e nos círculos progressistas, cresce também a prática de cerimônias conjuntas israelo-palestinas de luto — controversas para alguns, para outros a forma mais profunda de honrar os mortos: fazer da dor uma ponte, não um muro.
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