Um ano, muitas festas.
Comemora a reunificação de Jerusalém em junho de 1967, quando a Cidade Velha e o Kótel voltaram a ser acessíveis a judeus após dezenove anos. Para quem viveu aquele momento, a emoção foi oceânica: a cidade rezada por dois mil anos — "no ano que vem em Jerusalém" — de novo ao alcance.
É também uma data politicamente sensível, e a leitura liberal não finge que não: Jerusalém é santa para três religiões e amada por dois povos, e celebrá-la de forma triunfalista trai sua vocação. Muitas comunidades progressistas marcam o dia com estudo e com a prece que o nome da cidade contém — ir shalem, cidade da paz, ainda por completar: "pedi a paz de Jerusalém".
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