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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
A cada cinquenta anos — depois de sete ciclos de shmitá — o shofar soava em Yom Kipúr e proclamava "liberdade (dror) na terra a todos os seus habitantes": pessoas escravizadas libertadas, terras vendidas devolvidas às famílias originais, o mapa da propriedade redesenhado. A frase está gravada no Sino da Liberdade, na Filadélfia.
O fundamento é o mesmo da shmitá, elevado ao máximo: "a terra não se venderá em caráter definitivo, pois a terra é Minha". Nenhuma concentração de riqueza ou pobreza deveria atravessar gerações intocada. Não sabemos quanto o Yovél foi praticado historicamente — mas como horizonte, segue inigualado: a economia periodicamente zerada em favor da liberdade e da equidade. Utopia? A Torá preferiu chamá-la de lei.