Um ano, muitas festas.
A cada cinquenta anos — depois de sete ciclos de shmitá — o shofar soava em Yom Kipúr e proclamava "liberdade (dror) na terra a todos os seus habitantes": pessoas escravizadas libertadas, terras vendidas devolvidas às famílias originais, o mapa da propriedade redesenhado. A frase está gravada no Sino da Liberdade, na Filadélfia.
O fundamento é o mesmo da shmitá, elevado ao máximo: "a terra não se venderá em caráter definitivo, pois a terra é Minha". Nenhuma concentração de riqueza ou pobreza deveria atravessar gerações intocada. Não sabemos quanto o Yovél foi praticado historicamente — mas como horizonte, segue inigualado: a economia periodicamente zerada em favor da liberdade e da equidade. Utopia? A Torá preferiu chamá-la de lei.
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